segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Somos programados para acreditar em Deus?


Algumas habilidades humanas, tais como a música, são tratadas como dons: alguns parecem “ter nascido para a música”. No entanto, tarefas como andar e falar são comuns a todas as pessoas saudáveis, todos fomos “nascidos para andar” ou para falar. Será que é possível incluir a tendência de crer em Deus em um destes dois grupos? Acreditar em uma divindade é algo que vem naturalmente com o ser humano ou não?
Um autor norte-americano, Justin Barrett, acredita que sim. Ao analisar pesquisas antropológicas de várias universidades americanas, ele defende que quase todos nós nascemos naturalmente “crentes em Deus”.
Isso significa que, usando a lógica do andar ou falar, estamos naturalizados com a religião e a crença tão logo ela nos é apresentada, ainda na primeira infância. Seria uma tendência incluída na mente desde o nascimento.
Um estudo psicológico com bebês de 9 meses de idade, conduzido pela Universidade Emory (Atlanta, EUA), fez experimentos cognitivos. Os pesquisadores observaram que o cérebro das crianças, para entender o mundo, faz associações a partir de “agentes” (qualquer fator de ação ao seu redor, não necessariamente uma pessoa), e de como podem interagir com eles.
Naturalmente, os bebês sabem que tais agentes têm uma finalidade, ainda que seja desconhecida, e que os agentes podem existir mesmo que não possam ser vistos (é por isso, por exemplo, que filhotes de animais buscam se proteger de predadores mesmo que não os tenham visto).
Essa tendência, segundo o autor, facilita que se acredite em Deus. Não nos causa estranheza atribuir determinados fenômenos a um ente desconhecido: nosso cérebro pode lidar com isso sem problemas.
Outra pesquisa, da Universidade Calvin, em Grand Rapids (Michigan, EUA) vai ainda além: não apenas temos naturalidade com a ideia de um agente invisível, como somos diretamente propensos a este pensamento. Além disso, tais tendências não desaparecem na infância, se prolongando pela vida adulta na maioria dos casos.
Desde a infância, somos condicionados a acreditar que todas as coisas têm um propósito fixo. Uma terceira faculdade americana, Universidade de Boston (Massachussets, EUA), estudou crianças de 5 anos que visitavam um zoológico e olhavam para a jaula dos tigres.
Os pesquisadores descobriram que as crianças são mais propensas a acreditar que “os tigres foram feitos para andar, comer e serem vistos no zoológico”, do que “ainda que possam comer, andar e serem vistos, não é para isso que foram feitos”.
Temos dificuldade em não saber a razão da existência de algo, por isso recorremos a divindades. Este ente superior, por deter uma resposta que o ser humano não pode descobrir, recebe naturalmente atribuições de onisciência, onipresença e imortalidade, pois nosso cérebro tende a depositar todo o universo desconhecido em tal entidade.
O autor ainda lança uma pergunta: se Deus é aceito pelas crianças em um mecanismo de atribuição do desconhecido, semelhante ao Papai Noel ou a Fada do Dente, porque as crenças nestes últimos morrem com a infância e a ideia de Deus tende a permanecer na vida adulta?
Isso se explica, segundo ele, porque a imagem de Deus é mais poderosa. Papai Noel sabe apenas que deve te entregar um presente no dia 25 se você se comportou, e a Fada verifica apenas se você escondeu o dente debaixo do travesseiro.
Deus, ao contrário – e desde sempre somos levados a acreditar nisso -, sabe não apenas tudo o que você faz, mas também todos os outros seres do mundo e do universo. É por isso que algumas pessoas só passam a crer em Deus depois de mais velhas, mas ninguém retoma na vida adulta uma crença no Papai Noel: isso é algo restrito ao imaginário infantil. [New Scientist]



                                 Ascensão física de Maria


Apocalipse 12:1-6
E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.
E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.
E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
O texto fala de um "mulher" que deu a luz uma "criança do sexo masculino, destinada a governar todas as nações (isto é Cristo), o qual foi arrebatado para Deus e para o trono". Estudiosos católicos reivindicam que esta passagem refere-se a ascensão física ( ou corpórea ) de Maria. "A teologia escolástica vê (...) a transfigurada mãe de Cristo" ( Ott, 1960,209)                           

                   MÁ INTERPRETAÇÃO, OU VERDADE ?

† Sola Scriptura(Theopneusto) X Tradição Oral Católica †

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." (II Timóteo 3:16,17)

Primeiro, Paulo afirma que a Escritura é "inspirada por Deus" A palavra para inspiração neste trecho é Theopneustos que tem uma conotação muito mais profunda do que mera inspiração. Na verdade o texto literalmente significa que o graphe (escrito) foi "soprado por Deus". As Escrituras receberam o sopro divino. O mesmo não se dá com nenhuma "tradição oral". Não se diz que alguma "tradição oral" extra-bíblica é Theopneustos.

O sentido dessas palavras é que cada passagem bíblica visto ser inspirada por Deus, também é ophelimos, proveitosa no sentido de ser lucrativa ou útil. Mas útil ou proveitosa para quê ?

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1. Para o ensino - a palavra em grego didaskalia tem o sentido de doutrina, instrução, tanto é que a versão inglesa verte com esse sentido "All Scripture is given by inspiration of God and is profitable for doctrine, for reproof, for correction, for instruction in righteousness" (KJV). O verso não diz que alguma outra coisa além da Palavra escrita é útil para a doutrina. Não diz que a tradição oral é útil para a doutrina. Nem poderia ser porque somente a Palavra Escrita é Theopneustos (inspirada por Deus).


2. Para a repreensão - a versão na Linguagem de Hoje verte por "condenar o erro". De fato a palavra elegchos que denota uma verificação, pela qual algo é provado ou testado; vem de uma raiz que significa - sentenciar, refutar, confutar. Ante o contexto .geral das Escrituras somente a Palavra escrita de Deus tem o poder para corrigir o erro e refutar as heresias. Isto está de acordo com a história da igreja primitiva. Os líderes primitivos conhecidos como "pais da igreja" usavam somente as Escrituras para corrigir doutrinas heréticas surgidas no seio da comunidade cristã. As fontes da chamada tradição oral estão cheias de versões conflitantes entre si e não merecem crédito algum para decidir doutrinariamente nenhuma questão.

3. Para a correção - epanorthosis, restauração a um estado correto, correção,
aperfeiçoamento de vida ou caráter.

4. Para a educação - com o sentido de treino no caminho da vida.

Isto mostra que as Escrituras é poderoso agente em todas as fazes da vida do homem deixando-o "perfeito". No grego, tanto o adjetivo como o particípio repetem a mesma raiz, reforçando a idéia de "perfeitamente equipado e adaptado" para toda a boa obra ou trabalho. Veja que as Escrituras atua em todas as partes da vida do cristão, tanto espiritual como doutrinária. Não há parte em que ela não atua. Por isso é capaz de deixar-nos "perfeito" ou suprido, provido ou completo para toda a boa obra ou trabalho como diz o original grego.
Somente a Palavra escrita tem competência para isso, pois só ela é "inspirada por Deus". Ela é capaz de capacitar-nos em "todas as coisas", é completa e suficiente por si mesma, não necessitando de complementos de uma suposta tradição oral.


▓ A ROCHA(βράχος), NUNCA FOI PEDRO(πέτρα)-FINAL▓

Em qualquer evento, como admitido pelo próprio Pedro, ele não era o pastor da igreja, mas apenas um "presbítero[ancião] com eles" (1 Pe 5:1,2). E enquanto ele reivindicava ser "um apóstolo" (1 Pe 1:1), em nenhum lugar ele reivindicou ser " o apóstolo" ou o principal dos apóstolos. Ele certamente era um lider apóstolo, mas mesmo assim ele era apena uma das "colunas" (plural) da igreja, juntamente com Tiago e João, e não a coluna (vejam Gl 2:9)

Embora o papel de Pedro seja perfeitamente entendido na Igreja Primitiva, não existe absolutamente nenhuma referência a qualquer alegação de infabilidade que possuísse. Na verdade, o termo 'infalível' nunca ocorre no Novo Testamento. Quando ocorrem termos paralelos ou frases, são usados em referência às Escrituras isoladamente, e não à habilidade de qualquer pessoa de interpretá-las. Jesus disse, por exemplo, que "a Escritura não pode ser anulada" (Jo 10:35). "Até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido" (Mt 5:18).

Isso não é motivo para que se diga que Pedro não desempenhou um papel significativo na Igreja Primitiva. Ele parece ter sido o líder inicial da lista apostólica. Como já observado, ele foi uma das "colunas" da Igreja Primitiva, juntamente com Tiago e João (Gl 2:9). Foi Pedro quem pregou o grande sermão no Pentencostes, quando o dom do Espírito Santo foi dado, manifestando as boas vindas a muitos judeus que vieram para o ambiente cristão. Também foi enquanto Pedro discursava que o Espírito de Deus caiu sobre os gentios em Atos 10. contudo, a partir desse ponto, Pedro tem o seu destaque diminuído, passando a uma posição de dar suporte, e Paulo se torna o apóstolo dominante, levando o Evangelho até os confins da terra (At 13-28), escrevendo cerca de metade do novo testamento(quando comparado às duas Epístolas de Pedro), chegando até a repreender Pedro por hipocrisia(Gl 2:11-14).



1- A passagem refere-se a Pedro como segunda pessoa("tu"), mas "esta pedra" refere-se à terceira pessoa.

2- "Pedro" (petros)πέτρα, é um termo masculino singular, e "rocha" (petra)βράχος, é um termo feminino singular. Daí, não se referem à mesma pessoa. Mesmo que Jesus tivesse pronunciado essas palavras em aramaico, o original grego inspirado faz taís distinções.

3- A mesma autoridade que Jesus deu a Pedro em Mateus 16:18 é dada a todos os apóstolos em Mateus 18:18.

4-Nenhum comentarista católico confere a Pedro a primazia em relação ao maligno, simplesmente porque ele foi repreendido por Jesus de modo ímpar, poucos versos adiante
:"...Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens."(Mt16:23). Por que é então que deveriam dar a primazia da autoridade a Pedro, uma vez que Jesus o colocou à parte em resposta à sua afirmação ? Apenas faz sentido para Jesus responder a Pedro porque esse foi o único que falou, mesmo que ele estivesse representando o grupo.

5- Autoridades, dentre as quais algumas católicas podem ser citadas como de opinião de que Pedro não é a pessoa a quem o texto se refere. dentre elas se incluem João Crisóstomo e Santo Agostinho. Este último escreveu: "Sobre essa rocha, portanto, disse Ele, a qual tu confessaste, edificarei a minha igreja. Porque a rocha(petra) é Cristo; e neste fundamento o próprio Pedro foi edificado" (Agostinho, On the gospel of John, Tratado 12435, The Nicene and Post-Nicene Fathers Series I, 7.450).

Mesmo que Pedro fosse a rocha à qual Cristo se referiu, como crêem até mesmo alguns estudiosos não católicos, ele não era a única pedra no alicerce da Igreja.





Conforme observado acima, Jesus deu a todos os apóstolos o mesmo poder("chaves") para "ligar" e "desligar" que ele deu a Pedro(Mt 18:18). Essas eram frases utilizadas pelos rabinos de maneira comum, empregadas com o significado de "proibir" e 'permitir". Essas "chaves" não representavam qualquer poder garantido por Cristo para a sua Igreja, pela qual, quando se proclama o Evangelho, pode-se proclamar a todo aquele que crê o perdão de Deus pelos pecados praticados. Conforme João Calvino observou, "uma vez que o céu está aberto para nós através da doutrina do evangelho, o termo 'chaves' representa uma metáfora apropriada. as pessoas não são libertas e soltas através de outro meio, senão quando através da fé são reconciliadas com Deus, enquanto a sua própria falta de fé coage ainda mais as outras pessoas" (Calvino, Institutes of the christian religion, 4,6,4).

Além do mais, as Escrituras afirmam no tocante à edificação da Igreja:"Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina"(Ef 2:20). Dois pontos ficam claros a partir dessa afirmação: primeiro, todos os apóstolos, e não apenas Pedro, formam o alicerce da Igreja; segundo, o único a quem foi dado a eminência exclusiva foi Cristo como a "pedra de esquina" da Igreja (1 Pe 2:7), a aos demais crentes como "pedras vivas"(v.5) na superestrutura da Igreja. Não existe qualquer indicação de que Pedro tenha sido dado um lugar especial acima dos apóstolos e baixo de Cristo. Ele é apenas uma das "pedras", juntamente com os outros onze apóstolos(Ef 2:20).

O papel de Pedro no Novo Testamento é insuficiente diante do apelo católico de que a ele tenha sido conferida uma autoridade única dentre os apóstolos.

Em qualquer evento, como admitido pelo próprio Pedro, ele não era o pastor da igreja, mas apenas um "presbítero[ancião] com eles" (1 Pe 5:1,2). E enquanto ele reivindicava ser "um apóstolo" (1 Pe 1:1), em nenhum lugar ele reivindicou ser " o apóstolo" ou o principal dos apóstolos. Ele certamente era um lider apóstolo, mas mesmo assim ele era apena uma das "colunas" (plural) da igreja, juntamente com Tiago e João, e não a coluna (vejam Gl 2:9)

Embora o papel de Pedro seja perfeitamente entendido na Igreja Primitiva, não existe absolutamente nenhuma referência a qualquer alegação de infabilidade que possuísse. Na verdade, o termo 'infalível' nunca ocorre no Novo Testamento. Quando ocorrem termos paralelos ou frases, são usados em referência às Escrituras isoladamente, e não à habilidade de qualquer pessoa de interpretá-las. Jesus disse, por exemplo, que "a Escritura não pode ser anulada" (Jo 10:35). "Até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido" (Mt 5:18).

Isso não é motivo para que se diga que Pedro não desempenhou um papel significativo na Igreja Primitiva. Ele parece ter sido o líder inicial da lista apostólica. Como já observado, ele foi uma das "colunas" da Igreja Primitiva, juntamente com Tiago e João (Gl 2:9). Foi Pedro quem pregou o grande sermão no Pentencostes, quando o dom do Espírito Santo foi dado, manifestando as boas vindas a muitos judeus que vieram para o ambiente cristão. Também foi enquanto Pedro discursava que o Espírito de Deus caiu sobre os gentios em Atos 10. contudo, a partir desse ponto, Pedro tem o seu destaque diminuído, passando a uma posição de dar suporte, e Paulo se torna o apóstolo dominante, levando o Evangelho até os confins da terra (At 13-28), escrevendo cerca de metade do novo testamento(quando comparado às duas Epístolas de Pedro), chegando até a repreender Pedro por hipocrisia(Gl 2:11-14).

Em resumo, não existe nenhuma evidência em Mateus 16 ou em qualquer outro texto que justifique o dogma católico romano de superioridade, sem falar da infabilidade de Pedro.

Mais importante, sejam quais forem os poderes apostólicos que Pedro e os demais apóstolos possuíam, é esclarecer que os mesmos não foram transmitidos a ninguém após a morte deles. Para ser um apóstolo, era necessário que a pessoa tivesse sido uma testemunha ocular do Cristo ressuscitado durante o primeiro século. Esse é o critério mencionado repetidamente pelo Novo Testamento( confira At 1:22; 1Cor 9:1; 15:5-8). Portanto, não poderia haver nenhuma sucessão apostólica verdadeira no bispado de roma ou em qualquer outro.

A esses indivíduos selecionados foram dados certos inequívocos
"sinais de verdadeiro apostolado" ( 2 Co 12:12). Os sinais que lhes foram dados incluíam a habilidade de ressuscitar mortos através de ordens( Mt 10:8), curar imediatamente enfermidades que eram naturalmente incuráveis ( Mt 10:8; Jo 9:1-7), expulsar demônios sucessivamente (Mt 10:8; At 16:16-18), entregar mensagens em línguas que jamais estudaram (At 2:1-8; também 10:44-46), e compartilhar dons sobrenaturais com outras pessoas, através de oração e imposição de mãos, de forma que pudessem assisti-los em sua missão apostólica de fundar a Igreja( Atos 6:6; também 8:5,6; 2Tm 1:6). Em certa ocasião, os apóstolos pronunciaram uma sentença sobrenatural de morte sobre as duas pessoas que tentaram mentir "ao Espírito Santo", e elas imediatamente caíram mortas (At 5:1-11).

E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.



Com base nesse estudo a primazia de Pedro bem como todas as fábulas inventadas a partir dela, desabaram, caíram por terra e nada sobrou.