segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Somos programados para acreditar em Deus?


Algumas habilidades humanas, tais como a música, são tratadas como dons: alguns parecem “ter nascido para a música”. No entanto, tarefas como andar e falar são comuns a todas as pessoas saudáveis, todos fomos “nascidos para andar” ou para falar. Será que é possível incluir a tendência de crer em Deus em um destes dois grupos? Acreditar em uma divindade é algo que vem naturalmente com o ser humano ou não?
Um autor norte-americano, Justin Barrett, acredita que sim. Ao analisar pesquisas antropológicas de várias universidades americanas, ele defende que quase todos nós nascemos naturalmente “crentes em Deus”.
Isso significa que, usando a lógica do andar ou falar, estamos naturalizados com a religião e a crença tão logo ela nos é apresentada, ainda na primeira infância. Seria uma tendência incluída na mente desde o nascimento.
Um estudo psicológico com bebês de 9 meses de idade, conduzido pela Universidade Emory (Atlanta, EUA), fez experimentos cognitivos. Os pesquisadores observaram que o cérebro das crianças, para entender o mundo, faz associações a partir de “agentes” (qualquer fator de ação ao seu redor, não necessariamente uma pessoa), e de como podem interagir com eles.
Naturalmente, os bebês sabem que tais agentes têm uma finalidade, ainda que seja desconhecida, e que os agentes podem existir mesmo que não possam ser vistos (é por isso, por exemplo, que filhotes de animais buscam se proteger de predadores mesmo que não os tenham visto).
Essa tendência, segundo o autor, facilita que se acredite em Deus. Não nos causa estranheza atribuir determinados fenômenos a um ente desconhecido: nosso cérebro pode lidar com isso sem problemas.
Outra pesquisa, da Universidade Calvin, em Grand Rapids (Michigan, EUA) vai ainda além: não apenas temos naturalidade com a ideia de um agente invisível, como somos diretamente propensos a este pensamento. Além disso, tais tendências não desaparecem na infância, se prolongando pela vida adulta na maioria dos casos.
Desde a infância, somos condicionados a acreditar que todas as coisas têm um propósito fixo. Uma terceira faculdade americana, Universidade de Boston (Massachussets, EUA), estudou crianças de 5 anos que visitavam um zoológico e olhavam para a jaula dos tigres.
Os pesquisadores descobriram que as crianças são mais propensas a acreditar que “os tigres foram feitos para andar, comer e serem vistos no zoológico”, do que “ainda que possam comer, andar e serem vistos, não é para isso que foram feitos”.
Temos dificuldade em não saber a razão da existência de algo, por isso recorremos a divindades. Este ente superior, por deter uma resposta que o ser humano não pode descobrir, recebe naturalmente atribuições de onisciência, onipresença e imortalidade, pois nosso cérebro tende a depositar todo o universo desconhecido em tal entidade.
O autor ainda lança uma pergunta: se Deus é aceito pelas crianças em um mecanismo de atribuição do desconhecido, semelhante ao Papai Noel ou a Fada do Dente, porque as crenças nestes últimos morrem com a infância e a ideia de Deus tende a permanecer na vida adulta?
Isso se explica, segundo ele, porque a imagem de Deus é mais poderosa. Papai Noel sabe apenas que deve te entregar um presente no dia 25 se você se comportou, e a Fada verifica apenas se você escondeu o dente debaixo do travesseiro.
Deus, ao contrário – e desde sempre somos levados a acreditar nisso -, sabe não apenas tudo o que você faz, mas também todos os outros seres do mundo e do universo. É por isso que algumas pessoas só passam a crer em Deus depois de mais velhas, mas ninguém retoma na vida adulta uma crença no Papai Noel: isso é algo restrito ao imaginário infantil. [New Scientist]



                                 Ascensão física de Maria


Apocalipse 12:1-6
E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.
E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.
E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
O texto fala de um "mulher" que deu a luz uma "criança do sexo masculino, destinada a governar todas as nações (isto é Cristo), o qual foi arrebatado para Deus e para o trono". Estudiosos católicos reivindicam que esta passagem refere-se a ascensão física ( ou corpórea ) de Maria. "A teologia escolástica vê (...) a transfigurada mãe de Cristo" ( Ott, 1960,209)                           

                   MÁ INTERPRETAÇÃO, OU VERDADE ?

† Sola Scriptura(Theopneusto) X Tradição Oral Católica †

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." (II Timóteo 3:16,17)

Primeiro, Paulo afirma que a Escritura é "inspirada por Deus" A palavra para inspiração neste trecho é Theopneustos que tem uma conotação muito mais profunda do que mera inspiração. Na verdade o texto literalmente significa que o graphe (escrito) foi "soprado por Deus". As Escrituras receberam o sopro divino. O mesmo não se dá com nenhuma "tradição oral". Não se diz que alguma "tradição oral" extra-bíblica é Theopneustos.

O sentido dessas palavras é que cada passagem bíblica visto ser inspirada por Deus, também é ophelimos, proveitosa no sentido de ser lucrativa ou útil. Mas útil ou proveitosa para quê ?

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1. Para o ensino - a palavra em grego didaskalia tem o sentido de doutrina, instrução, tanto é que a versão inglesa verte com esse sentido "All Scripture is given by inspiration of God and is profitable for doctrine, for reproof, for correction, for instruction in righteousness" (KJV). O verso não diz que alguma outra coisa além da Palavra escrita é útil para a doutrina. Não diz que a tradição oral é útil para a doutrina. Nem poderia ser porque somente a Palavra Escrita é Theopneustos (inspirada por Deus).


2. Para a repreensão - a versão na Linguagem de Hoje verte por "condenar o erro". De fato a palavra elegchos que denota uma verificação, pela qual algo é provado ou testado; vem de uma raiz que significa - sentenciar, refutar, confutar. Ante o contexto .geral das Escrituras somente a Palavra escrita de Deus tem o poder para corrigir o erro e refutar as heresias. Isto está de acordo com a história da igreja primitiva. Os líderes primitivos conhecidos como "pais da igreja" usavam somente as Escrituras para corrigir doutrinas heréticas surgidas no seio da comunidade cristã. As fontes da chamada tradição oral estão cheias de versões conflitantes entre si e não merecem crédito algum para decidir doutrinariamente nenhuma questão.

3. Para a correção - epanorthosis, restauração a um estado correto, correção,
aperfeiçoamento de vida ou caráter.

4. Para a educação - com o sentido de treino no caminho da vida.

Isto mostra que as Escrituras é poderoso agente em todas as fazes da vida do homem deixando-o "perfeito". No grego, tanto o adjetivo como o particípio repetem a mesma raiz, reforçando a idéia de "perfeitamente equipado e adaptado" para toda a boa obra ou trabalho. Veja que as Escrituras atua em todas as partes da vida do cristão, tanto espiritual como doutrinária. Não há parte em que ela não atua. Por isso é capaz de deixar-nos "perfeito" ou suprido, provido ou completo para toda a boa obra ou trabalho como diz o original grego.
Somente a Palavra escrita tem competência para isso, pois só ela é "inspirada por Deus". Ela é capaz de capacitar-nos em "todas as coisas", é completa e suficiente por si mesma, não necessitando de complementos de uma suposta tradição oral.


▓ A ROCHA(βράχος), NUNCA FOI PEDRO(πέτρα)-FINAL▓

Em qualquer evento, como admitido pelo próprio Pedro, ele não era o pastor da igreja, mas apenas um "presbítero[ancião] com eles" (1 Pe 5:1,2). E enquanto ele reivindicava ser "um apóstolo" (1 Pe 1:1), em nenhum lugar ele reivindicou ser " o apóstolo" ou o principal dos apóstolos. Ele certamente era um lider apóstolo, mas mesmo assim ele era apena uma das "colunas" (plural) da igreja, juntamente com Tiago e João, e não a coluna (vejam Gl 2:9)

Embora o papel de Pedro seja perfeitamente entendido na Igreja Primitiva, não existe absolutamente nenhuma referência a qualquer alegação de infabilidade que possuísse. Na verdade, o termo 'infalível' nunca ocorre no Novo Testamento. Quando ocorrem termos paralelos ou frases, são usados em referência às Escrituras isoladamente, e não à habilidade de qualquer pessoa de interpretá-las. Jesus disse, por exemplo, que "a Escritura não pode ser anulada" (Jo 10:35). "Até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido" (Mt 5:18).

Isso não é motivo para que se diga que Pedro não desempenhou um papel significativo na Igreja Primitiva. Ele parece ter sido o líder inicial da lista apostólica. Como já observado, ele foi uma das "colunas" da Igreja Primitiva, juntamente com Tiago e João (Gl 2:9). Foi Pedro quem pregou o grande sermão no Pentencostes, quando o dom do Espírito Santo foi dado, manifestando as boas vindas a muitos judeus que vieram para o ambiente cristão. Também foi enquanto Pedro discursava que o Espírito de Deus caiu sobre os gentios em Atos 10. contudo, a partir desse ponto, Pedro tem o seu destaque diminuído, passando a uma posição de dar suporte, e Paulo se torna o apóstolo dominante, levando o Evangelho até os confins da terra (At 13-28), escrevendo cerca de metade do novo testamento(quando comparado às duas Epístolas de Pedro), chegando até a repreender Pedro por hipocrisia(Gl 2:11-14).



1- A passagem refere-se a Pedro como segunda pessoa("tu"), mas "esta pedra" refere-se à terceira pessoa.

2- "Pedro" (petros)πέτρα, é um termo masculino singular, e "rocha" (petra)βράχος, é um termo feminino singular. Daí, não se referem à mesma pessoa. Mesmo que Jesus tivesse pronunciado essas palavras em aramaico, o original grego inspirado faz taís distinções.

3- A mesma autoridade que Jesus deu a Pedro em Mateus 16:18 é dada a todos os apóstolos em Mateus 18:18.

4-Nenhum comentarista católico confere a Pedro a primazia em relação ao maligno, simplesmente porque ele foi repreendido por Jesus de modo ímpar, poucos versos adiante
:"...Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens."(Mt16:23). Por que é então que deveriam dar a primazia da autoridade a Pedro, uma vez que Jesus o colocou à parte em resposta à sua afirmação ? Apenas faz sentido para Jesus responder a Pedro porque esse foi o único que falou, mesmo que ele estivesse representando o grupo.

5- Autoridades, dentre as quais algumas católicas podem ser citadas como de opinião de que Pedro não é a pessoa a quem o texto se refere. dentre elas se incluem João Crisóstomo e Santo Agostinho. Este último escreveu: "Sobre essa rocha, portanto, disse Ele, a qual tu confessaste, edificarei a minha igreja. Porque a rocha(petra) é Cristo; e neste fundamento o próprio Pedro foi edificado" (Agostinho, On the gospel of John, Tratado 12435, The Nicene and Post-Nicene Fathers Series I, 7.450).

Mesmo que Pedro fosse a rocha à qual Cristo se referiu, como crêem até mesmo alguns estudiosos não católicos, ele não era a única pedra no alicerce da Igreja.





Conforme observado acima, Jesus deu a todos os apóstolos o mesmo poder("chaves") para "ligar" e "desligar" que ele deu a Pedro(Mt 18:18). Essas eram frases utilizadas pelos rabinos de maneira comum, empregadas com o significado de "proibir" e 'permitir". Essas "chaves" não representavam qualquer poder garantido por Cristo para a sua Igreja, pela qual, quando se proclama o Evangelho, pode-se proclamar a todo aquele que crê o perdão de Deus pelos pecados praticados. Conforme João Calvino observou, "uma vez que o céu está aberto para nós através da doutrina do evangelho, o termo 'chaves' representa uma metáfora apropriada. as pessoas não são libertas e soltas através de outro meio, senão quando através da fé são reconciliadas com Deus, enquanto a sua própria falta de fé coage ainda mais as outras pessoas" (Calvino, Institutes of the christian religion, 4,6,4).

Além do mais, as Escrituras afirmam no tocante à edificação da Igreja:"Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina"(Ef 2:20). Dois pontos ficam claros a partir dessa afirmação: primeiro, todos os apóstolos, e não apenas Pedro, formam o alicerce da Igreja; segundo, o único a quem foi dado a eminência exclusiva foi Cristo como a "pedra de esquina" da Igreja (1 Pe 2:7), a aos demais crentes como "pedras vivas"(v.5) na superestrutura da Igreja. Não existe qualquer indicação de que Pedro tenha sido dado um lugar especial acima dos apóstolos e baixo de Cristo. Ele é apenas uma das "pedras", juntamente com os outros onze apóstolos(Ef 2:20).

O papel de Pedro no Novo Testamento é insuficiente diante do apelo católico de que a ele tenha sido conferida uma autoridade única dentre os apóstolos.

Em qualquer evento, como admitido pelo próprio Pedro, ele não era o pastor da igreja, mas apenas um "presbítero[ancião] com eles" (1 Pe 5:1,2). E enquanto ele reivindicava ser "um apóstolo" (1 Pe 1:1), em nenhum lugar ele reivindicou ser " o apóstolo" ou o principal dos apóstolos. Ele certamente era um lider apóstolo, mas mesmo assim ele era apena uma das "colunas" (plural) da igreja, juntamente com Tiago e João, e não a coluna (vejam Gl 2:9)

Embora o papel de Pedro seja perfeitamente entendido na Igreja Primitiva, não existe absolutamente nenhuma referência a qualquer alegação de infabilidade que possuísse. Na verdade, o termo 'infalível' nunca ocorre no Novo Testamento. Quando ocorrem termos paralelos ou frases, são usados em referência às Escrituras isoladamente, e não à habilidade de qualquer pessoa de interpretá-las. Jesus disse, por exemplo, que "a Escritura não pode ser anulada" (Jo 10:35). "Até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido" (Mt 5:18).

Isso não é motivo para que se diga que Pedro não desempenhou um papel significativo na Igreja Primitiva. Ele parece ter sido o líder inicial da lista apostólica. Como já observado, ele foi uma das "colunas" da Igreja Primitiva, juntamente com Tiago e João (Gl 2:9). Foi Pedro quem pregou o grande sermão no Pentencostes, quando o dom do Espírito Santo foi dado, manifestando as boas vindas a muitos judeus que vieram para o ambiente cristão. Também foi enquanto Pedro discursava que o Espírito de Deus caiu sobre os gentios em Atos 10. contudo, a partir desse ponto, Pedro tem o seu destaque diminuído, passando a uma posição de dar suporte, e Paulo se torna o apóstolo dominante, levando o Evangelho até os confins da terra (At 13-28), escrevendo cerca de metade do novo testamento(quando comparado às duas Epístolas de Pedro), chegando até a repreender Pedro por hipocrisia(Gl 2:11-14).

Em resumo, não existe nenhuma evidência em Mateus 16 ou em qualquer outro texto que justifique o dogma católico romano de superioridade, sem falar da infabilidade de Pedro.

Mais importante, sejam quais forem os poderes apostólicos que Pedro e os demais apóstolos possuíam, é esclarecer que os mesmos não foram transmitidos a ninguém após a morte deles. Para ser um apóstolo, era necessário que a pessoa tivesse sido uma testemunha ocular do Cristo ressuscitado durante o primeiro século. Esse é o critério mencionado repetidamente pelo Novo Testamento( confira At 1:22; 1Cor 9:1; 15:5-8). Portanto, não poderia haver nenhuma sucessão apostólica verdadeira no bispado de roma ou em qualquer outro.

A esses indivíduos selecionados foram dados certos inequívocos
"sinais de verdadeiro apostolado" ( 2 Co 12:12). Os sinais que lhes foram dados incluíam a habilidade de ressuscitar mortos através de ordens( Mt 10:8), curar imediatamente enfermidades que eram naturalmente incuráveis ( Mt 10:8; Jo 9:1-7), expulsar demônios sucessivamente (Mt 10:8; At 16:16-18), entregar mensagens em línguas que jamais estudaram (At 2:1-8; também 10:44-46), e compartilhar dons sobrenaturais com outras pessoas, através de oração e imposição de mãos, de forma que pudessem assisti-los em sua missão apostólica de fundar a Igreja( Atos 6:6; também 8:5,6; 2Tm 1:6). Em certa ocasião, os apóstolos pronunciaram uma sentença sobrenatural de morte sobre as duas pessoas que tentaram mentir "ao Espírito Santo", e elas imediatamente caíram mortas (At 5:1-11).

E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.



Com base nesse estudo a primazia de Pedro bem como todas as fábulas inventadas a partir dela, desabaram, caíram por terra e nada sobrou.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A inveja


"Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...." By-M.Q-


"A inveja não é você querer o que o outro tem (isso é a cobiça), mas querer que ele não tenha, é essa a grande tragédia do invejoso." By -Z.V-


"A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come."By-F.Q-


"Quem afirma que não é feliz, poderia sê-lo com a felicidade do próximo, se a inveja lhe não tirasse esse último recurso." By-J.D.L.B-


Inveja...1.sentimento de pesar ou desgosto em face da felicidade, da SUPERIORIDADE de outrem. 2. DESEJO DE POSSUIR O QUE é de outrem....(Identificou-se ?).


"Duas são as feras que em nós produzem mais danos: uma cruel e selvagem, a inveja; outra, mansa e doméstica, a adulação." By-J.L.V-


"A inveja é um veneno que se alastra pela alma adentro, exterminando as virtudes como o caráter, a personalidade, e a criatividade, ao mesmo tempo em que fazem brotar os males como, a incompetência, a mediocridade e o ciúme."By-I.T-


"Desejo aos meus inimigos saúde, amor, sucesso, fortuna e muita felicidade. Desta forma, terão menos motivos para sentirem inveja de mim."By-D.N-

Pirou de vez !


“E propôs-lhes esta parábola: O campo de um homem rico produziu com abundância. Então ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: LOUCO, esta noite te pedirão a tua alma. Então o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus” (Lc.12:16-21).

Jesus contou esta parábola na ocasião em que fora procurado por um homem que disputava uma herança com seu irmão. Em vez de tomar partido, Jesus lhe chama a atenção pela avareza de seu coração, e diz que a vida do homem não consistia na abundância dos bens que possuía.

Imagine dois irmãos que cresceram juntos, receberam a mesma educação, e que deveriam se amar, agora, depois da partida de seu pai, tornam-se inimigos. Tiago estava certo ao perguntar: “De onde vem as guerras e contendas entre vós? Não vêm disto, dos prazer que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, mas nada tendes. Matais e invejais, mas não podeis obter o que desejais...” (Tg.4:1-2a). Tudo isso porque insistimos no erro de amar as coisas e usar as pessoas para obter o que desejamos. Que revolução experimentaríamos em nossa sociedade se aprendêssemos a usar as coisas e a amar as pessoas!

Desde cedo em nossas vidas, aprendemos a comparar o que temos com o que os outros possuem. Daí nasce a inveja, a competitividade e as desavenças. Quem não lembra do momento em que a família se reunia para abrir os presentes de natal? A gente abria o presente mirando o presente do irmão, e se perguntando a razão do dele parecer maior que o nosso.

A grama do vizinho sempre parece mais verde que a nossa. Ficamos mais incomodados com o sucesso alheio do que o nosso próprio fracasso. E tem gente que se atreve a recorrer a Deus em busca de uma explicação, ou mesmo de uma restituição. Acham que Deus tem a obrigação de repartir todas coisas igualmente. Foi exatamente o que aquele homem fez, e acabou ouvindo de Jesus: “Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?”

Compete aos homens repartirem entre si. A terra e todas as suas riquezas estão aí para serem compartilhadas e não concentradas em poucas mãos. Não é o governo, nem qualquer instituição humana que deve intrometer-se nisso. É a consciência transformada pela graça que nos estimula a repartir nosso pão. O que precisamos não é de novas leis que nos obriguem a isso, mas de novas referências que nos estimulem a isso.

Quem tem sido nossa referência de sucesso? Em quem nos espelhamos? Muitos cristãos sinceros elegeram Bill Gates, considerado o homem mais rico do mundo, como o alvo a ser perseguido. – Quero ser como ele quando crescer! Diriam alguns. Outros elegeram os pastores das megaigrejas, que aparecem com freqüência na TV. Outros elegeram personagens revolucionários da história, como Che Guevara, Gandhi ou Mandela. Outros preferem grandes nomes do cinema ou dos esportes. Todos têm em comum a fama e o sucesso naquilo que se propuseram fazer, seja no campo empresarial, político, cultural ou religioso. E quem não almeja o sucesso? Quem não gostaria de ser reconhecido, ter seu nome nos anais da história, exibir troféus e medalhas, ter suas pegadas gravadas na calçada da fama?

Nesta parábola contada por Jesus, é-nos apresentado um homem que sem dúvida poderia ser tomado como exemplo de sucesso em nossa sociedade capitalista. Naquele ano, seu campo produziu em abundância (Lc.12:16). Para os ouvintes imediatos de Jesus, aquilo era sinônimo de sucesso. Ele já era rico, e agora ficara mais rico ainda. Teria coisa melhor que isso? Por causa de seu ininterrupto sucesso, “ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens”. Para ele, seu único problema era logístico. Onde armazenar tudo aquilo? Em momento algum ele considerou repartir seus frutos com outros. Seu objetivo era amealhar, concentrar, preservar e desfrutar sua riqueza.

Nossa sociedade capitalista vive num círculo vicioso. Quanto mais produz, mais necessita de consumo. As pessoas são bombardeadas de propagandas que as estimulam a acumular bens, até que não tenham mais onde guardar.

Aqui nos Estados Unidos as pessoas usam suas garagens para guardar o que já não cabe mais dentro da casa. Quando a garagem já não comporta, elas fazem uma “garage sale”*, ou simplesmente jogam fora. É comum ver televisores, computadores e outros bens de consumo jogados no lixo.

Se o consumo cai, a produção é afetada, e isso acaba provocando demissões e desemprego. Para manter o pique da produção, o governo estimula as empresas a exportarem.

O século XXI deverá ser caracterizado como o século do desperdício. Para manter a economia aquecida, as pessoas compram o que não precisam. Novas tecnologias surgem, e com elas, novas necessidades. A roda não pode parar!

As pessoas são levadas a acreditar que a aquisição e o acúmulo de bens, além de produzir conforto material, também elevam seu status, garantindo-lhes realização e satisfação.

Vendo seus celeiros abarrotados, aquele homem convidou sua alma para uma conferência:
“Então direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga.”

Quem não almeja este estado de espírito? Quem não quer se realizar profissionalmente? Garantir uma aposentadoria regalada? Este é o sonho de consumo de onze em cada dez pessoas. E em certo sentido, não há nada de errado com isso. O livro de Eclesiastes está aí para justificar tal postura.

Então, por que Jesus encerra a parábola dizendo que Deus o chamou de louco?

“Mas Deus lhe disse: LOUCO, esta noite te pedirão a tua alma. Então o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.”

Sua farta colheita lhe garantia o que vender por muitos anos. Seus grãos estavam bem guardados e prontos para serem consumidos. Seus armazéns estavam prontos para serem concorridos por uma clientela exigente.

Era hora de descansar e deixar que seus empregados trabalhassem na venda de seus produtos. O que ele não esperava era que naquela noite alguém pediria sua alma.

Se pedissem trigo, ele tinha de sobra. Se pedissem vinho, ele tinha estocado. Se pedissem azeite, idem. Mas que estória era essa de pedir sua alma?

Este tem sido o preço pago por nossa sociedade em seu afã de acumular bens. Nossa alma está hipotecada. Nossa cama confortável é incapaz de nos garantir um sono tranqüilo. Nossa geladeira abastecida é incapaz de garantir que tenhamos um momento de comunhão à mesa com nossa família. Nossa lareira é incapaz de aquecer o frio que nos faz tremer por dentro. Nossas TV’s de LCD podem até nos distrair, mas não podem preencher o vazio de nossa alma. Nossas férias não podem nos prover genuíno descanso.

Nossa alma foi negociada juntamente com os produtos e serviços que oferecemos. E a reboque, nossa família tem sido preterida, os verdadeiros amigos desprezados e trocados por colegas do mesmo ramo. Chega um momento em que já não temos com quem compartilhar nossas realizações e ficamos a sós com nossa alma. Tentamos, então, driblar nossa consciência, tranqüilizando nossa alma, convencendo-a de que valeu a pena todo o sacrifício. Noites mal dormidas, casamento destruído, filhos perdidos no mundo, tudo isso foi o preço que tivemos que pagar por algo que desse maior prazer à nossa própria alma. Mas ela ainda não está convencida. Ela sabe que no fim, ela mesma será o preço final que teremos que pagar. Por isso Deus o chama de louco. Ele negociara o inegociável.

O que fazer alguém que não tem com quem conversar, senão com sua própria alma? Ela fora tudo o que lhe restara. Mas naquela noite, ela seria pedida.

“Então, o que tens preparado, para quem será?”, pergunta o Criador.

Sendo aquela a sua última noite, de que serviria todos os seus bens? Embora esta seja uma questão pertinente, não é a que fora levantada por Jesus.

Não se trata de não poder desfrutar dos bens adquiridos, e sim, para quem seriam deixados.
Afinal, para quem estamos trabalhando o tempo inteiro?

Você já viu um caminhão de mudanças seguindo um carro fúnebre? Ou mesmo um caixão com gavetas? Ora, se não podemos levar nada deste mundo, para quem estamos deixando o fruto do nosso trabalho?

“Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos levar dele” (1 Tm.6:7).

Quantas pessoas têm sido abençoadas através daquilo que produzimos? Quantas serão beneficiadas quando deixarmos este mundo? Deixaremos apenas uma herança, ou também um legado?

Em vez de nos deixarmos consumir por um sonho de consumo, abracemos o sonho de deixarmos nossa contribuição particular por um mundo mais justo. Toda vez que estabelecemos um sonho de consumo como alvo de nossa existência, é a nossa alma que é consumida. Aos poucos ela é carcomida pela avareza e pelo auto-engano.

Não negocie sua alma. Não a penhore. É um preço que você não poderá cobrir depois.

Jesus termina Sua parábola dizendo que semelhante àquele homem “é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus”.

O problema não é ajuntar, e sim, ajuntar para si. Cristo nos convida a ajuntar terouros no céu, e assim tornarmo-nos ricos para com Deus.

Como enviar uma remessa para o céu? Pelo que eu sabia, não há bancos por lá.

Jean Paul Sartre, o filósofo existencialista francês, diz que “o inferno é o outro”. Como ateu que era, Sartre não acreditava em céu nem inferno. Mas ele entendia que o abismo que nos separa do outro é tão grande, que seria impossível transpô-lo. Por isso, para ele a figura do outro era a representação do mais profundo abismo, o inferno. Na contramão deste tipo de existencialismo, o Evangelho parece nos indicar que o outro é o céu. Voltar-nos para o próximo é voltar-nos para Deus. Deixar nosso egoísmo para viver em função do bem comum é vivenciar o céu aqui na terra.

Toda vez que investimos em nosso próximo, estamos depositando em nossa conta celestial. Quando usamos os recursos de que dispomos em prol do futuro da humanidade, estamos depositando no banco do céu.

Por isso Paulo ordena que os ricos não ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, e que façam o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir, e que, assim, acumulem para si mesmos um BOM FUNDAMENTO PARA O FUTURO (1 Tm.6:17-19).

Quando nossa voz se calar, nosso legado falará por nós. Partiremos deste mundo, mas deixaremos um bom fundamento para o futuro, para que as próximas gerações edifiquem sobre ele.

Pensar apenas no aqui e agora é loucura aos olhos de Deus. Trabalhar visando apenas nosso aprazimento é no mínimo insensatez. Mas enfocar nossos esforços no bem comum é sabedoria do alto.

Se vivermos tais princípios de sabedoria, a única coisa que deixaremos além de um legado, será saudade.

By -H.C.F-

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Constantino

                        
Prólogo
Os católicos do mundo todo aprenderam que Constantino, o Grande, foi um 
dos maiores benfeitores do cristianismo. 
A ele é atribuída a libertação dos cristãos da miséria trazida pela perseguição 
romana e a obtenção de liberdade religiosa, proibida naqueles tempos. 
Além disso, muitos acreditam que ele foi um fiel seguidor de Jesus Cristo, 
com um forte desejo de promover a fé cristã, tanto dentro do império romano,
quanto nas nações que roma conquistava (pelo poder das armas). 
Igreja Ortodoxa Oriental, a Igreja Copta consideram “santos” tanto ele 
como sua mãe, Helena e celebram-se festas em honra a eles em 3 de junho 
ou, segundo o calendário da Igreja, em 21 de maio.
Porém, analisando-se historicamente esse imperador romano, vamos ver que
ele não foi o que a maioria pensa. Vamos à história dele:



Um Resumo de Sua Vida:

Uma Vida de Guerras:
Constantino, filho de Constâncio Cloro, nasceu em Naísso, na Sérvia.
Quando seu pai se tornou imperador das províncias ocidentais de Roma, 
em 293 EC, Constantino estava lutando junto ao Danúbio, sob ordens do 
Imperador Galério. No ano 306 EC, ele retornou à Grã-Bretanha e ficou 
junto ao pai, que estava para morrer. Logo após a morte do pai, o exército 
aclamou Constantino como imperador.
Mas naquela época, cinco outros homens se diziam Augusti (imperadores). 
Iria haver guerra entre eles e o período de 306 a 324 EC foi uma época 
de incessante guerra civil.
Ele vencer duas campanhas militares e garantiu um lugar na História de 
Roma e se tornou o único governante do Império Romano.

Sumo Sacerdote do Paganismo Romano:
Em 312 EC, Constantino derrotou seu oponente, Maxêncio, na batalha 
da Ponte Mílvia, fora de Roma. 
Apologistas "cristãos" afirmaram que, durante aquela campanha, apareceu 
sob o sol uma cruz flamejante com as palavras latinas In hoc signo vinces
ou seja, “com este sinal vencerás”. Acredita-se também que, num sonho, 
Constantino recebeu a ordem de pintar as primeiras duas letras do nome 
de Cristo, em grego, nos escudos das suas tropas. 
Mas esse relato tem muitos anacronismos. O livro História do Cristianismo 
declara:Existem contradições quanto ao tempo, ao lugar e aos detalhes 
exatos dessa visão.” 

Mesmo assim o senado romano (pagão) acolheu Constantino em Roma 
e declarou-o principal Augusto e Pontifex Maximus (Sumo Pontífice), 
isto é, sumo sacerdote das religiões pagãs do império.
Ele era também um adorador do Deus Sol romano e jamais abandonaria
essa crença durante sua vida.
No ano 321, Constantino, como Sumo Pontífice (título que passaria a
ser usado pelos "Papas" católicos, a partir do Papa Dâmaso, que aceitou
esse título pagão, em 382 DC, concedido pelo então imperador Graciano)
criou a primeira lei a favor 
do domingoDies Solis, dia do deus-sol chamado
Sol, cujo símbolo era 
a cruz, para que este dia ficasse excluído de ser judicial
e para que a sua 
observância se tornasse um dever legal.
Até hoje os católicos observam o "domingo" como se fosse um dia dedicado
a orações e cerimônias (missas).

Um "Acordo" Antes da Guerra:
Em 313 EC, Constantino fez um acordo com o Imperador Licínio, governante 
das províncias orientais. Através do Edito de Milão, ambos garantiram 
"liberdade" de religião e direitos iguais a todos os grupos religiosos. Muitos 
historiadores, porém, consideram esse documento como de pouca importância 
e dizem que foi apenas uma carta oficial de rotina e não um documento imperial 
de peso que indicava uma mudança de atitude em relação ao cristianismo.
Mas Constantino derrotou Licínio (que mandou matá-lo na prisão) seu último
rival no Império e se tornou 
governante incontestado do mundo romano. 
Em 325 EC, ainda sem ter sido batizado, ele convocou e presidiu o primeiro 
grande concílio ecumênico da Igreja “cristã”, onde se condenou o arianismo 
e elaborou uma declaração de crenças essenciais chamada de Credo de Nicéia.

O Fim:
Constantino teve uma doença terminal em 337 EC. Assim, no fim da vida, 
ele foi batizado como católico e em seguida morreu. 
Depois da sua morte, o Senado o incluiu entre os "deuses" romanos os 
católicos, mais tarde, entre seus "santos".
Esta foi a vida de Constantino. Uma vida não muito diferente da de outros
imperadores romanos, que eram políticos e guerreiros.

Constantino na Análise dos
Historiadores


O "Cristianismo" como Arma Política:
Referindo-se à atitude geral demonstrada pelos imperadores romanos
do terceiro e do quarto século em relação à religião, o livro História da 
Nação Grega diz::
“Mesmo que aqueles que se sentavam no trono imperial não fossem
profundamente religiosos, eles achavam necessário render-se ao modo
de pensar da época e dar primazia à religião em seus esquemas
políticos
, a fim de dar pelo menos um toque de religiosidade às suas
ações.”

Por certo, Constantino era um homem em sintonia com a sua época.
No início de sua carreira, ele precisava de apoio “divino”, algo que os
decadentes deuses romanos não podiam mais lhe dar.
O império, incluindo sua religião e outras instituições, estava em
decadência e era necessário 'algo novo' e revigorante para reconsolidá-lo.
Sobre isso a enciclopédia Hidria diz:
“Constantino estava especialmente interessado no cristianismo porque 
esse apoiaria não apenas sua vitória, mas também a reorganização do 
seu império. As igrejas cristãs, espalhadas por toda parte, forneceram-lhe
sustentação política... Ele cercou-se dos maiores prelados da época... e
solicitou que mantivessem a união.”


A Tática:
Constantino percebeu que a religião “cristã”, que na época já havia
cedido à apostasia e estava profundamente corrompida, poderia ser bem
utilizada como força revitalizante e unificadora, a fim de servir ao seu grande
plano de dominação imperial.
Adotando então os fundamentos daquele cristianismo apóstata para obter
apoio na promoção de seus interesses políticos, ele decidiu unificar as
pessoas sob uma religião que oficializou como “católica”, ou 'universal'.
Costumes e celebrações pagãos receberam um nome “cristão” e os
clérigos “cristãos” receberam o mesmo status, salários e influências dos
sacerdotes pagãos romanos.


Na Igreja Dividida Ele Foi O "Mediador Divino":
Por motivos políticos, Constantino queria conseguir harmonia religiosa e,
assim, silenciou rapidamente a voz dos dissidentes, usando como base
para isso a aceitação da maioria e não verdades doutrinais.
As profundas diferenças dogmáticas dentro da Igreja “cristã”, extremamente
dividida, deram-lhe a oportunidade de intervir como mediador “enviado por 
Deus”.

Ao lidar com os donatistas do norte da África e com os seguidores de Ário
nas regiões orientais do império, ele rapidamente se deu conta de que
não bastava persuasão para criar uma fé sólida e unida. Numa tentativa d
e resolver a controvérsia ariana, ele convocou o primeiro concílio ecumênico
da História da Igreja.
 Concílio de Nicéia.
Sobre Constantino, o historiador Paul Johnson declara:
“Uma das principais razões de ter tolerado o cristianismo foi, possivelmente,
porque isso deu a ele mesmo e ao Estado a oportunidade de controlar a
política da Igreja em relação à ortodoxia e ao tratamento dispensado
à heterodoxia.”


Não Chegou a se Tornar "Cristão"
Alguns advogam que Constantino se "converteu" ao cristianismo. Só que
ao mesmo tempo em que alegava ter "se convertido" realizava atos em
devoção ao paganismo. Johnson diz:
“Constantino nunca abandonou a adoração do sol e manteve o sol em suas
moedas.”

A própria Enciclopédia Católica admite:
“Constantino favoreceu de modo igual ambas as religiões. Como sumo
pontífice ele velou pela adoração pagã e protegeu seus direitos.”

Encliclopédia Hidra também reconhece:
“Constantino nunca se tornou cristão" e acrescenta “Eusébio de Cesaréia,
que escreveu a biografia dele, diz que ele se tornou cristão nos últimos
momentos da vida. Isso não é convincente, visto que, no dia anterior,
[Constantino] fizera um sacrifício a Zeus porque também tinha o título de
Sumo Pontífice.”

Até o dia da sua morte, em 337 EC, Constantino usou o título de Sumo 
Pontífice (concedido pelo senado romano que não era cristão).
Isso significava que ele era o chefe supremo em assuntos religiosos do
império, fosse eles pagãos ou "cristãos".
Sobre seu batismo, é razoável perguntar: Foi precedido de genuíno
arrependimento e conversão, como exigido nas Escrituras em
Atos 2:38, 40, 41? Foi uma imersão completa em água como símbolo
da dedicação Deus? Não foi nem uma coisa e nem outra, conforme nos

mostra a História.

A Personalidade do "Santo" Constantino:
Hoje em dia é comum, as vezes os católicos verem seus padres, no
final das missas pedindo alguma reza para algum santo de sua devoção.
E não raro pedem rezas ("Ave-Marias") para "São" Constantino.
Mas ele era santo? Como era a personalidade do homem Constantino?
Enciclopédia Britânica declara:
“Constantino tinha o direito de ser chamado de Grande, mais em virtude do
que fez, do que pelo que era. A julgar pelo caráter, de fato, ele está entre os
mais baixos de todos aqueles a quem se aplicou o epíteto [“Grande”] nos
tempos antigos ou modernos.”

E o livro Uma História do Cristianismo nos informa:
“Há antigos relatos sobre seu temperamento violento e sobre sua crueldade
quando estava irado... Ele não tinha nenhum respeito pela vida humana...Sua
vida particular se tornou monstruosa à medida que ele envelhecia.”

Constantino tinha graves problemas de personalidade. Um pesquisador de
História declara:
“seu caráter temperamental era freqüentemente a razão de ele cometer
crimes. Constantino não era “um personagem cristão”
, argumenta o
historiador H. Fisher em seu livro História da Europa.


Assassino da Própria Família:
Foi com o título de Assassinatos na Dinastia, a obra grega Istoria tou
Ellinikou Ethnous
 descreve aquilo que chama de “repugnantes crimes
domésticos cometidos por Constantino”.

Logo após fundar sua dinastia, ele esqueceu-se de como desfrutar
realizações inesperadas e se deu conta dos perigos que o rodeavam,
como já era de praxe dos imperadores romanos. Sendo desconfiado e
talvez incitado por bajuladores, ele primeiro suspeitou de que seu sobrinho,
Liciniano, filho de outro Augusto que ele já havia executado antes, fosse
um possível rival. Assim, mandou assassiná-lo.
O assassinato desse foi seguido pela execução de seu próprio filho
primogênito, Crispo, seguindo as instigações de sua própria madrasta,
Fausta, visto que parecia ser um obstáculo ao poder total dos filhos dela.

Mas essa ação de Fausta foi, por fim, a razão da sua própria morte trágica.
Parece que Augusta Helena, que até o fim da vida tinha influência sobre
o filho imperador, também teve participação nesse assassinato.
As emoções ilógicas, que muitas vezes tomavam conta de Constantino,
também contribuíram para uma enxurrada de execuções de muitos de seus
amigos e associados.
O livro História da Idade Média conclui: “A execução − para não se dizer
assassinato − de seu próprio filho e de sua esposa indica que ele era
insensível a qualquer influência espiritual do cristianismo.”

E no entanto esse foi o homem que, considerado inclusive como o
"13º Apóstolo" pelo clero católico, decidiu as crenças que iriam
dominar o catolicismo (e também dos protestantes, com exceção do
culto à Maria) até os dias de hoje.


O Concílio de Nicéia 


Um Concílio "Cristão" Convocado Por Um Pagão:
O Concílio de Nicéia não foi convocado pelo "Papa" Silvestre (que na
época era apenas um "bispo" mais influente que comandava os outros da
cristandade dividida em várias seções. Foi Constantino, o Sumo Pontífice
pagão romano, adorador do Deus Sol. O "Papa" Silvestre não
compareceu.
Ele convocou todos os superintendentes "cristãos" de todo o império a se
reunirem em concílio, não na Roma italiana, mas em Nicéia, perto de
Nicomedia, na Ásia Menor.
Relata-se que dentre todos estes superintendentes apenas cerca de um
terço, ou 318 deles, vieram; e pensa-se que até mesmo esta cifra é elevada
demais.
Mas por que obedeceriam estes superintendentes, se é que eram cristãos,
a um Sumo Pontífice pagão, permitindo-lhe ditar nas questões cristãs?
Por causa dos "ajudantes" que os "bispos" trouxeram consigo, o número
dos homens presentes no Concílio talvez tenha sido entre 1.500 e 2.000.
Constantino presidiu esse Concílio como Sumo Pontífice (pagão), e não
como um "bispo religioso" de Roma, já qie dizia ter "se convertido".
O Concílio também não foi realizado em latim, mas em grego, e o Credo 
de Nicéia resultante era também em grego.
A Igreja Latina (precursora da atual Igreja Católica Romana) tinha apenas
sete delegados presentes, dois deles sendo presbíteros que representavam
o "bispo de Roma".


O "Assunto" do Concílio - Agressão a Tapa e Correria
Havia uma desunião entre os conhecidos "cristãos" (mas que não eram os
cristãos verdadeiros). Essa desunião ameaçava a estabilidade do império.
Dentre os pontos de desunião estavam a controvérsia a respeito da "unicidade
de Cristo e Deus".
Os que defendiam essa "unicidade" tinham por paladino o jovem arcediago
Atanásio, de Alexandria, no Egito. Os que se opunham a ela e que mostravam,
sobre esse assunto, à base das Escrituras que Jesus Cristo é inferior a Deus,
seu Pai, tinham por paladino a Ário, um presbítero.
Os dois lados altercaram por cerca de dois meses. Ário mantinha que
“o Filho de Deus era uma criatura, feita do nada; que houve tempo em que
não tinha existência, que era capaz do certo e do errado do seu próprio
livre arbítrio”, e que, “se ele for filho no sentido mais verdadeiro, deve ter 
vindo depois do Pai, portanto, houve obviamente tempo em que ele não
existia, e, por isso, é um ser finito”.

Depois desse ponto de vista, que correspondia ao que a Bíblia diz
corretamente, quando Ário foi falar de novo, certo Nicolau de Mira
esbofeteou-o.
Ário, uma vez mais fazia sua réplica, quando muitos taparam os ouvidos 
com os dedos e saíram correndo como que horrorizados pelas “heresias” 
daquele homem idoso. Porque agiram assim? Certamente estavam

impregnados pela filosofia grega pagã e "não mais suportavam a sã
doutrina
".

Este foi um exemplo do que já havia sido previsto pelo Apóstolo Paulo:

“Tempo virá em que os homens já não suportarão a sã doutrina; mas,
abandonando-se aos seus caprichos, ávidos do que pode excitar os
ouvidos, rodear-se-ão de uma multidão de mestres, e, afastando os 
ouvidos da verdade, voltar-se-ão para as fábulas.”

2ª Timóteo 4:3, 4
 (Versão Bíblica Católica do PBIR)

A Decisão "Pela Maioria" E Não Pela Razão
Constantino entendeu que a maioria não apoiava Ário. Ele mesmo, dizendo-se

"convertido" e adepto da Bíblia ouviu essas declarações e pode constatá-las
por si mesmo, na Bíblia, como sendo verdadeiras. Mas o que fez?
Ele foi pela maioria (de orientação filosófica grega) e não pela verdade
bíblica e
 fez a sua decisão a favor do ensino de Atanásio. 
Assim se estabeleceu e pôs em vigor o Credo de Nicéia sobre a “unicidade
de Cristo e Deus” (que sofreria ainda um "refinamento" maior por parte
de filósofos gregos dando origem a Doutrina da Trindade). 

Mais tarde, por ter dito o que disse, Ário foi banido para a Ilíria, por ordem 
de Constantino (mas foi chamado de volta de lá, cinco anos depois). 
Além desse assunto, o Concílio de Nicéia publicou diversos cânones, 
e decretou em que domingo (Dies Solis) do ano se devia celebrar regularmente 
a Páscoa.

Essas decisões "pela maioria" Resolveu as disputas entre os da cristandade?
Não. A controvérsia ariana continuou e só foi mesmo rematada em 381 DC,
no Concílio de Constantinopla.