A Bíblia parece levar a crer que os acontecimentos, e mesmo a reação do Faraó diante deles, não foram decisões inteiramente suas. Ali se menciona o endurecimento do coração de Faraó de diferentes maneiras e em diferentes ocasiões: 1) de forma neutra (Êx 7.13,14; 8.19); 20 como ato voluntario de Faraó ( Êx 8.15) e 3) como ato da soberania de Deus (Êx 9.12).
Se várias passagens apresentam deus como aquele que endureceu o coração do Faraó , nove outras referências bíblica mostram que Faraó endureceu o próprio coração, ou talvez as circunstancias tenham ajudado no processo ( Êx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35). somente com a sexta praga é que Deus inequivocamente endureceu o coração de Faraó (9.12), depois de varias ocasiões em que este se demonstrou obstinado. O perigo de resistir a Deus é que Ele por fim nos entrega as nossas próprias escolhas
(Rm 1.24,26,28). Faraó deve ter resistido a Deus de tal forma que acabou tornando-se incapaz de mudar.
Os escritores do AT ao que parece não viam contradição na participação tanto de Deus quanto de Faraó nesse endurecimento de coração. Para eles, o estado de Faraó talvez tenha resultado tanto em seu livre arbítrio como do soberano plano de Deus.
Faraó, não foi vitima fatal da ação de Deus. Deus não o arrastou a desobediência contra a vontade, gritando e esperneando. Ao contrario, Faraó se opôs a Deus por vontade própria.
Uma ultima analise , Faraó era responsável pela opressão dos israelitas, bem como por sua própria descrença. ao mesmo tempo, noutro nível, deus estava também operando. Moises, escrevendo anos depois desses acontecimentos, podia ter certeza de que deus estava operando mesmo no coração endurecido de Faraó.